sábado, 25 de outubro de 2014

A famosa "salinha" do aeroporto nos EUA

Quem é viajante sabe que um dos '"medos" de entrar nos EUA e até mesmo na Europa ou em qualquer outro país mundo a fora, é a temida "salinha" da imigração. Pois bem, depois de 4 vezes nos EUA, finalmente tive a oportunidade de conhecer a "maldita". E o mais incrível que pareça, eu estava acompanhada do marido e do meu filho de 5 anos!!! Sim, com criança pequena e tudo! Quando eles não vão com a tua cara, não tão nem aí se tu tá com criança de colo ou uma pessoa idosa de 60 anos. Afffeee!

Foto: internet
Foi assim... Chegamos cansados e mal dormidos como sempre. Ao chegar, quem escolhe a fila que temos que entrar é sempre algum agente americano, e como sempre, seguimos a ordem, e as demais ordens de: não ligar celular, não gritar, controlar as crianças, não tirar fotos, não fazer piadas, não sorrir e, se possível, só respirar... Sim, eu amo viajar para os EUA, mas não posso negar que eles são mega antipáticos com os turistas, principalmente quando chega um avião cheio de brasileiros.

Já na fila, comecei a prestar atenção no agente que ia nos atender, e nas perguntas terríveis que ele estava fazendo para um rapaz sozinho, que estava na nossa frente. Olhei pro outro guichê, e vi um agente suuuper simpático com um casal e seus dois filhos, dando risadas e carimbando o passaporte. Na hora pensei: "entramos na fila errada". Mas, como eu já disse, é impossível sair da fila que nos mandam e escolher outra! Tivemos que encarar o mau encarado.

E começou: Quantos dias vocês vão ficar, quanto dinheiro trouxeram, onde vão ficar, o que vieram fazer, qual motivo da viagem, tens o voucher do hotel, tens as passagens de volta compradas???? E pediu pra conferir tudo!! Entre uma conferida no computador e outra em nós, fazia as mesmas perguntas de novo. Tudo para ter a certeza que iríamos responder tudo igual. Quando dissemos que íamos nos hospedar no Sheraton, ele pediu pra conferir. Ao entregar o voucher, ele nos olhou, mau encaradamente, e fez uma cara do tipo "tô com inveja e vou tentar estragar a tua viagem". Sério! E, ao nos liberar, marcou com caneta vermelha, um círculo com o numero 3 (que acredito que queira dizer que éramos três) no formulário da alfandega. Prestem atenção nesse detalhe, pois acredito que esse seja o código para a tal "salinha".

Já saímos do guichê em direção as bagagens, com aquela sensação tensa, e mal sabíamos o que viria pela frente. Ao sair da área de bagagem, a gente precisa entregar o tal formulário para mais agentes, normalmente, e aí que você segue para desfrutar a viagem e dependendo do humor do cara, até recebe um "Welcome". Mas, com o código em vermelho, fomos encaminhados para uma outra sala, que de "salinha" não tem nada.

A maldita "salinha", na verdade é uma sala imensa, cheia de turistas 'selecionados' lá no balcão da imigração (que eu acredito que por esse código) e cheia de agentes mal encarados, que fazem piadinhas entre eles e te olham com cara de ódio. 

Na fila, eu e meu marido ficamos só observando e mal conversávamos para evitar problemas. Eu confesso que fiquei nervosa, pois não sabia o que iria acontecer, mas também estava curiosa, pois sabia que não tínhamos nada a temer. 

Ao nos chamar, um outro agente mega mau encarado, com luvas nas mãos, já chegou tocando nossos passaportes com toda força na bancada só pra amedrontar mesmo. Bem desnecessário!! Falei pro meu filho de 5 anos, ficar quieto (o que é complicado pra uma criança pequena né?!!) e fiquei o tempo todo calada. Deixei para o marido, que tem o inglês fluente, resolver. E o cara também acabou nem perguntando nada pra mim. E lá vieram as mesmas perguntas: quanto tempo vão ficar, qual a tua profissão, quanto dinheiro trouxeram, bla bla bla... E, quando terminava, começava tudo de novo... Pressão psicológica total. 

Passaram nossas bagagens de novo pelo detector, mas, curiosamente, não pediram pra abrir nenhuma. Depois de algumas horas, sem achar nada que pudesse complicar nossa entrada nos EUA, eles finalmente nos liberaram. 

Ficamos o tempo todo de pé. Não havia cadeiras pra sentar, nem bebedouro, e nem banheiro. Agora acredito naquelas pessoas que dizem que ficam dias retidas no aeroporto sem comida e assistência. Eles não fazem a menor questão!

Enfim, valeu a experiência, apesar de todo stress, tensão e nervosismo. Aquele velho ditado: "quem não deve, não teme"... 

Ah, isso tudo aconteceu no aeroporto de Miami. 

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