segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Palermo


O Point do momento em Buenos Aires é o Palermo Viejo - dividido em Palermo Soho e Palermo Hollywood. Tudo de mais "moderno" e "alternativo" acontece por lá, e dá vontade de trilhar cada caminho uma dezena de vezes. Pessoas descoladas, cafés, bares, restaurantes, lojas, lojinhas, ateliês e tudo o que você achar diferente vai encontrar lá. Dá pra enlouquecer com tantas opções ou simplesmente sentar num café (se você der sorte de encontrar uma mesa) e ficar ali, observando os argentinos com seus penteados malukos e roupas alternativas. As argentinas têm um corte de cabelo igual e sem explicação. Uma franjinha estranha e o resto todo picotado. Sem falar nas cores: rosa, roxo, pink. Uma loucura! Há quem diga que o bairro lembra a nossa Cidade Baixa. Deve ser pela boemia. Defino Palermo Viejo como uma mistura de Cidade Baixa e Pd. Chagas, sem o caos no transito da João Alfredo, sem o elitismo da Calçada da Fama.


O segredo do bairro é andar muito, entrar em todas os lugares, se perder e se achar. Aos sábados (o dia em que fomos) a Praça Julio Cortazar abriga uma feirinha rodeada de galpões com roupas e acessórios de novos estilistas. Parece um grande mix bazar. Uma tentação para nós, brasileiras, com a cotação atual do dólar.

O povo argentino é muito elegante. Mas uma elegância no modo de ser, e não na maneira de se vestir. As argentinas são muito magras. Dizem que depois do Japão é o país com o maior índice de anorexia do mundo. Elas têm, em geral, cintura reta, quadril estreito e sem bunda, por isso comprar calça lá é bem complicado. Entre as portenhas a última moda é: usar calça de malha soltinha com punho no tornozelo, flores no cabelo e blusas de bolinha e de listras. Apesar disso, o que mais se vê na rua entre as jovens é o bom e velho trio: tênis (all star), calça jeans (tamanho 36) e camiseta. Deu pra perceber que a cidade toda é fã de um All star. Deu até vontade de comprar alguns pares.

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